Investigação

Oi! Eu estou a fazer um projeto de investigação para a faculdade sobre a depressão e as diferenças de género em jovens adultos. Se pudessem participar até ao dia 15 de Outubro ajudava imenso. Para que seja válido têm de inserir nos comentários o número 35266. Muito obrigada e beijinhos! 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd75xFJVA64Gw67OadJ9EeioEVSIO2oFj9NmjNStJBsFgOooA/viewform

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Cúpido

Tantos dias quis que só o fim chegasse…

Tantos dias quis que um novo começo começasse.

O que tenho eu nesta vida?

Tenho a dor desesperante da tua ausência.

Tenho a crença na descrença.

 

O meu cúpido só pode ter asas negras.

As suas flechas não me atravessam o coração,

Porque o meu coração está a morrer.

Tal como esta nossa Mãe Terra,

Na sofrida lentidão sufocante.

 

Houve dias em que um grande conflito emergiu na minha mente.

Um dia a esperança sussurrou que regressarias,

Outro dia a realidade disse que não voltarias.

E aqui fico eu na amargura da dúvida,

À espera da resposta perdida.

 

Se o Peter Pan me convidasse numa destas noites sem estrelas,

Um sorriso cansado rasgaria por entre estes lábios pálidos.

A promessa de viver uma vida num lugar longe era tão deliciosa…

É que talvez lá me pudesse juntar a todos os meninos perdidos,

Que como eu não conhecem a sorte dos felizardos.

 

Sofia Santana

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Caminho 

Olhar o negro e não sentir nada,

Fraqueza profunda, triste luar.

Assim foram as minhas horas negras.

Queria sentir e nunca mais sentir,

Viver e morrer de uma só vez.

Falhar e acertar no mesmo instante.

Não sabia para onde ia,

Perdi o meu rumo, voltei a encontrá-lo.

Agora vivo com as memórias do passado,

O sofrmento nos dois tempos,

E a esperança no futuro.

Duras lições aprendi,

Muitos segundos sofri,

E muitas batalhas, pessoas e momentos perdi.

Mas foi sobretudo o eu que se foi evaporando,

Sobretudo na amnésia da transformação,

Num virtuoso camaleão. 

A desilusão tem sempre um súbito entrar de cena,

As pessoas vão indo embora com o desenrolar da ação,

O trágico final revela-se no acordar.

O acordar para um céu mais colorido,

Um verde mais intenso e uma terra mais fértil.

Féŕtil em coisas inqualificáveis.

Seria o País das Marvilhas? Não sei.

Apenas sei que é o sítio mágico de tantas promessas.

É a luz, o momento da autocompreensão e do amor próprio.

Há toda aquela coisa da sensação.

Há aquela crença forte e fé ifinita,

Que só podem ter um final: o feliz. 



Sofia Santana

Orbes calorosas

Orbes tão calorosas e bonitas,

Como fui eu capaz de vos ignorar?

Em vós tinhas já o brilho cegante,

De quem cuida por gostar.

Em vós já existia o ter de proteger,

Sem nunca me considerar cristal.

 
E o que via eu?

Um eu tão pouco eu…

Nada! Vivia no mundo da ilusão,

Da dúvida de uma paixão.

 
Agora que vos vejo tão claramente,

Tão pacientemente à minha espera…

O meu coração enche-se de emoção!

Tudo é fogo de artifício e explosão,

Respeito e profunda admiração…

 
Como posso não sentir tudo isso?

Vós sois o que eu sonho ter e ser.

Vós sois o que eu escolho.

Vós sóis as orbes calorosas e bonitas…

 

Sofia Santana

Água da vida/Water of life

Água que cais nesta cascata que é a vida,

Cairás à velocidade da luz ou em câmara lenta?

Cai a uma velocidade que me permita viajar!

Viajar pelas imagens que fazem a minha memória,

E pelo desejo desesperado de viver cada dia,

Sonhando com o que virá amanhã.

 

Só quero que a tua queda seja como a da Alice,

Uma queda que dá tempo para pensar nas impossibilidades,

Que um dia terão hipótese de se concretizar.

Também quero que a tua queda te permita sentir…

Sentir a água doce e cristalina debaixo de ti.

 

É sentindo o teu novo destino,

Que te poderás acomodar.

Um ajuste de átomos feliz ou infeliz.

Tudo dependerá de onde caíres,

 E como não te tornarás em mais um pouco de água…

Um pouco de água que caiu da cascata que é a Vida.

 

Water quenching in this cascade that is life,

Will you fall at the speed of light or in slow motion?

Fall at a speed that will allow me to travel!

Traveling through the images that make up my memory,

And by the desperate desire to live each day,

Dreaming of what will come tomorrow.

I just want your fall to be like Alice’s,

A fall that gives time to think about the impossibilities,

That one day will have a chance to materialize.

I also want your fall to allow you to feel …

Feel the crystal clear water underneath you.

It is feeling your new destiny,

That you can accommodate.

A happy or unhappy atoms setting.

Everything will depend on where you fall,

And how shall you not return in some more water …

A little water that fell from the cascade that is Life.

 

Sofia Santana

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Partilha…

Quem me dera dizer que não é contigo que sonho,

Ou que não é contigo que desejo partilhar uma vida.

Ora aí está uma palavra que te é desconhecida: partilhar…

Tudo tem de ser tão perfeito! Quer do espaço para amar?!

 

Achas que o amor te pode arruinar?

A ti e aos teus planos utópicos e caóticos?

Achas que podes afastar tudo que te quer bem ?

Por quanto tempo? Para sempre?!

 

E que tal deixar as emoções te desviar?

Elas podem desviar-te para o caminho alcatroado,

Ou podem guiar-te para um caminho turbulento.

Mas a vida não é isso mesmo? Não é cometer erros?

 

Erras não é aprender,

Não é um ser que quer ser?

Não é um amadurecer e crescer?

Então, diz-me, o que é? Uma fatalidade?

Que disparate se isso te serve de alento…

Sofia Santana

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Lua

Lua, querida lua, que reluzes tanto,

Que sonhos trazes hoje para mim?

Todas as noites acordo num pranto,

Não gostas de mim e queres pôr-me um fim?

Mas eu gosto tanto de ti…

Tu que me inspirasse profundamente,

Por que me a tormentas nos sonhos?

É o teu lado negro a gritar?

Se for… Pôe um ponto com tinta permanente.

Sofia Santana